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Archive for the ‘Apresentação’ Category

Eu não sou uma pessoa muito adequada para falar sobre esse tema, pois sou muito falante e às vezes encho o saco das famílias, mas hoje vi que uma pessoa visitou nosso blog procurando sobre isso, e como uma boa psicóloga eu sei que as procuras criam demandas e as demandas, se podem ser respondidas, satisfazem o desejo e deixa todo mundo feliz!

Assim sendo, começo falando das dicas para a primeira carta enviada por você direcionada à sua possível host-family. 

Dicas, dicas, dicas:

  1. É muito importante que você escreva a sua primeira carta na língua da família, ainda que tenha erros. Se a família é italiana e mora na Holanda, eles adorariam ouvir que você tentou escrever italiano, se esforçou, foi no tradutor, dicionário e blá-blá-blá. Caso não tenha realmente nenhum conhecimento na língua, então envie apenas pequenas palavras e frases: oi, tchau, tenha um bom dia. Os outros e-mails prefira usar a língua que vc domine mais… a maioria das famílias européias usam o inglês para conversar com vc.
  2. Se eles tiverem te enviado previamente um e-mail com perguntas ou tiver perguntas no perfil deles, certifique-se de responder a todas no corpo do e-mail.
  3. Comece pedindo desculpas pelos erros na escrita, isso é bastante humilde e honesto, hahaha
  4. Diga que está feliz em fazer contato com eles, se isso for verdade, claro!
  5. Apresente-se por nome, idade, onde mora (pode até colocar um site sobre a cidade), com quem (e fale um pouquinho da sua família), o que estuda, fale tb da sua religião, porque algumas famílias já não te aceitam de cara por sua prática religiosa… se for para isso ser impecilho, melhor saber logo antes de se apegar.
  6. Fale da sua experiência como au-pair, se já teve, ou não, se já trabalhou com crianças ou não
  7. Fale o que você acha que é o programa de au-pair (eu sempre falava em possibilidade de dividir a vida, de ajudar pessoas, testemunhar e facilitar o crescimento das crianças). Fale também do porquê de você querer fazê-lo (apresentar motivações concretas é ótimo: por exemplo, estudar francês pra faculdade, estudar mandarim pra ser diplomata na China).
  8. Pergunte se ele tem conhecimento do processo de visto para uma Brasileira.
  9. Dê seus contatos: msn, skype, e diga que vc está disponível a um videochat, basta eles marcarem a hora
  10. Faça perguntas sobre as crianças, sobre a rotina delas, peça fotos…
  11. Dê adeus dizendo que espera ansiosamente a resposta…
  12. Anexe uma foto sua… ou duas! Eles gostam muito de foto com a sua família…

Essas são minhas dicas! Alguém acrescenta mais?

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Fiz análise por quase quatro anos e achava que finalmente havia chegado a hora de dizer: quero caminhar um pouco só. Na verdade, eu achava que nem precisava de análise, mas depois de entrar lá comecei a ver a miríade de coisas que precisavam ser tratadas no meu coração… pensa num tempo que eu cresci! Bom, desisti de continuar na análise porque estava cansada de semanalmente lamentar as minhas misérias e reconhecer minhas potencialidades! Depois de quatro anos meus sintomas estavam aquietados, tinha conseguido perdoar coisas há muito escondidas no meu passado, tava menos ansiosa, menos nervosa, aprendendo a ser paciente e a dizer não… e o melhor de tudo: minhas crises histérico-amorosas tinham cessado… Nossa, eu estava realmente me sentindo demais! Era mesmo a hora de parar.

 

Mas aconteceu que ontem eu sai para comprar umas blusinhas para levar pra Bélgica, camisetinhas, baby-looks, confortabilíssimas, já que passarei muito tempo trabalhando com as crianças. Saímos, eu, a obsessiva-compulsiva da minha mãe e a minha febril irmã. Voltamos para casa horas depois, carregando duas malas, quatro calças jeans e dezoito camisetas. D-e-z-o-i-t-o camisetas. Sabe o que é isso?

 

Para que uma pessoa precisa de 18 camisetas?

Eu preciso mesmo é voltar pra terapia… 

Socooooooorro, Freud!

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Um pedaço de mim

Bom dia queridas amigas, queridos amigos, queridas companheiras au pairs e futuras au pairs e futuros, quem sabe…princessbros

Provavelmente se vc já está acostumado a entrar aqui, ler os posts da Jo-jow, rir com as coisas dela e se vc acabou de entrar procurando o mesmo, infelizmeeeeeente tenho uma péssima notícia: hoje quem escreve sou eu, a Camila. Deixe-me eu me apresentar… aliás, não quero contar nada de mim agora, quero começar contando como é que eu parei nesse blog aqui!

Eu conheci a Jo-jow no Orkut (coisa boa essa internet e esse mundo globalizado). Conheci-a numa comunidade de Au pair para a Bélgica ou para a Europa, sei lá, onde eu tinha postado que estava querendo ir para a Bélgica, procurando família. Esperta como a Jordana é, ela me adicionou no orkut e alguns recados precederam aquele grande ADD no msn! “E aí, tudo bom, como vai” foram as frases que por um tempo apareceram nas nossas caixas de texto, mas com o tempo começamos a tecer uma intimidade e hoje posso afirmar que a tenho como uma amiga… grande amiga, e pela proximidade geográfica e solidão familiar, tenho certeza que desenvolveremos uma solicitude e cuidado muito grandes uma com a outra! Parênteses: Ow amiga, tenho certeza disso!

Enfim… voltando para o lugar que eu não sei onde eu estava, conheci Jordana quando ela já tinha uma família para ir e eu não tinha. Tive muita dificuldade de encontrar uma família na Bélgica porque eu fui aquela au pair que queria conciliar o trabalho com o mestrado e por causa disso, recebi muitos não. Eu fui aquela au pair que começou a procurar no momento certo, mas que tinha muitos compromissos no Brasil até setembro e por isso recebi muitos nãos. Eu fui aquela au pair que recebeu milhares de respostas no primeiro e-mail e que depois disso viu muitos fantasmas… galera some mesmo sem nem dizer xau… e por isso recebi muitos não sub-entendidos. Conversei com mais de 40 famílias por e-mail e isso foi chato!!! Muito chato…

Bom, eu sou uma garota normal (exceto pelo fato de eu falar muito), mas uma au pair estranha! Já sou um pouco mais velha (tenho 23 anos), já sou pós-graduada em Psicologia (então muitas famílias achavam que eu queria ir pra casar, eu não quero isso, pelamordedeus, gringo não!!!), já to meio definida no que quero profissionalmente e isso assustava muitas famílias (e atraia outras, tb, pois mostra que sou um pouco responsável)! Foi só depois de muitos meses (muitos mesmo… cinco para ser honesta) eu encontrei uma família disponível a me acolher como sou, com minha falta de papas na língua, com minhas frescuras (disse mesmo que não limpo vômito de criança) e com minhas exigências financeiras, também (sou uma profissional, gente, eu não me desvalorizo só pra estar na Europa, não).

E encontrei uma família perfeita a mim. É claro que eu nem cheguei lá, nem sei direito como vai ser a nossa convivência, mas pelo que já conversamos (e-mail, videochat, msn, skype e os cambal) sinto que teremos um relacionamento muito precioso! Eles serão minha host-family, mas não vão ser meus host-parents… fala sério, eles tem 30 anos, são meus host-brothers! Eles tiram muita onda comigo nos e-mails, fazem muitas piadas com o que eu escrevo e são muito abertos a tudo que eu tenho pedido a eles… o jeito que eles decidiram que seria eu a próxima au pair foi muito muito muito bizarro! E o jeito que me contaram também o foi.

Enquanto com algumas famílias eu tinha hooooooooras de videochat, com eles bastou um único de 30min, onde brinquei um pouco com as crianças e conversei com eles sobre as minhas motivações de ir para a Bélgica (falei do mestrado, de tentar uma bolsa pro próximo ano e tal) e eles compartilharam um pouco sobre o trabalho deles. Fui para a igreja (eu sou evangélica e sou super feliz por ter Jesus na minha história!!!) e assim que voltei tinha um e-mail deles em resposta ao meu. EU tinha escrito só pra fazer o H que tinha sido bom conversar com eles e esperava conhecê-los um pouco mais, mesmo que eu não viesse a ser au-pair deles tinha sido uma companhia muito agradável e tal… e a resposta foi: “Camila, isso pode parecer um pouco estranho para se dizer num primeiro contato, mas nós tivemos um bom sentimento depois da nossa conversa e conversamos sobre isso quando chegamos em casa. Nós queremos você como nossa próxima au pair”. BINGOOOOO!

Depois disso rolou uma tensão entre nós, apareceu 3 famílias me querendo (que eu já tava conversando) e já fazia 4 dias que eles num me escreviam nada. Eu escrevi: E aí, desculpe esse e-mail, só queria confirmar se aquilo era um sim mesmo, ou to enganaaaada! E eles responderam que era um sim, que desde que me conheceram pararam de procurar por outras garotas e que estavam esperando meu ok! Bem, eu disse ok e começamos a aprofundar nosso relacionamento e pesquisas.

Tem sido uma experiência maravilhosa conhecê-los dessa forma. Eu fiz um estágio em relacionamento à distância, pois namorei um garoto algum tempinho à distância e isso me ajudou a fazer coisas legais e me tornar presente: Obrigada, querido ex-namorado!!! Foi utilíssimo nosso romance à km de fio virtual!!! Eu já escrevi cartas pras meninas (sim, nem disse que são duas menininhas de 1 e 3 anos), já fiz desenho pra elas, já escrevi só pra mãe, só pro pai, mandei fotos, filminho mandando beijo… e tem sido assim! Já tem videochats nossos que só a mais velha quer falar comigo; o problema é que eu não sei falar quase nada de Holandês (to indo pra Lummen, na Bélgica, onde se fala neerlandês, um dialeto 95% igual a holandês) e aí cabe às minhas mãos falar com as meninas: beijos, xau, formato de coração! Nossa, é muito especial… na última vez eu falei com a mais velha e disse: “Oi princesa! Como você tá” Não faço idéia do que ela respondeu, mas foi legal =D

Bom, depois tenho mais história pra contar da minha trajetória… eu agora estou esperando a greve dos Correios acabar pra receber meus documentos do consulado em Recife e mandar pra Bélgica… essa greve foi uma sacanagem do diabo, pois eu queria chegar lá antes de Novembro pra ajudar com a mudança pra casa nova (eles estão indo morar numa casa perfeita de 3 andares, já me mandaram a planta e tudo!) mas não sei se chegarei a tempo…

Antes de chegar lá tb quero tirar férias, para não emendar um trabalho no outro! Estou estressadérrima, tenho um artigo pra entregar, tenho as coisas do trabalho pra fechar e pelo menos uma semana em Roma só passeando será necessário (ei, eu já tô começando a ficar chata e esnobe, mas é só brincadeira). Tô querendo mesmo ir à Roma para visitar uma tia e, é claro, passear um pouco e roubar roupas de frio dela (mas essa parte do plano é segredo!)

Beijos a todos e desculpem meu excesso de palavras!

Vejo vocês em breve… bom dia a todos!

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Meu nome é Jordana. Tenho 20 anos, e como muitas mulheres, penso no meu futuro, em novas formas de viver intensamente agregando à minha vida novas experiências e novos aprendizados.

Entre eles, há o desejo de conhecer novas culturas, aprender novos idiomas. Isso não está ao alcance de todos por ser uma aventura meio cara. Mas há outras formas de conseguir alcançar nossos objetivos sem gastar muito dinheiro. Com planejamento e persistência alcançamos a eficácia em tudo.

Entre uma dessas formas de se obter tal experiência, existe a possibilidade de ser Au Pair, morando um tempo em casa de família no exterior e ajudando a cuidar das crianças da casa, como se fosse parte da família, uma espécie de “Irmã mais velha”. Claro que toda regra tem exceção, mas basicamente é isso.

Nesse blog vou contar um pouco da minha luta pra alcançar meu objetivo – ser Au Pair na Bélgica. Sei que não vai ser fácil, mas estou pronta pro que der e vier, aberta às novas possibilidades de aprendizado que a vida me proporciona.

Boa sorte pra nós!

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